Isabel Pina

Isabel Pina
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“Trabalho no Seixal e vivo em Lisboa. Até agora fazia o percurso casa-trabalho de carro, passei a ir de bicicleta inspirada por um grupo cada vez maior de colegas, alguns veteranos e que fazem distâncias muito maiores que a minha. De Lisboa somos 6 que, diariamente, chegamos à Estação da Transtejo, no Cais do Sodré, para, com as nossas bicicletas, fazermos a travessia do Tejo em direcção ao Seixal.
Desloco-me dos Restauradores para o Cais do Sodré. De manhã é um percurso muito fácil porque é possível circular tranquilamente na Rua Augusta, que a essa hora está aberta cargas e descargas e tem poucos peões, ao fim-da-tarde tudo se complica porque as vias pedonais estão, naturalmente, a ser utilizadas pelos peões. Tinha que aventurar-me no trânsito o que era uma ideia assustadora. Aqui entrou a bike buddy Rita que me deu dicas preciosas e pedalou comigo até ao meu destino, esta é uma ideia de uma generosidade enorme e uma acção social muito interessante. Agora pedalo sozinha ou, numa parte do percurso, na companhia do Ricardo, um colega que também tem sido muito buddy.”

Utilizador: Isabel Pina
Bike Buddy: Rita Ricot

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Isabel Silva

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“Tendo decidido passar a circular de bicicleta, assim do nada, e relembrando-me os meus tempos de criança em que me fartava de pedalar, avancei destemidadente para a compra de uma bicicleta e lancei-me no trânsito da capital. Mas rapidamente me senti insegura. Pesquisei na net e descobri este serviço de volunários “Bike Buddy” da Mubi que me parece uma excelente ideia e uma iniciativa cheia de mérito. Uma primeira experiência com o BB Rui Costa, entre a Av. da Liberdade e o Cais do Sodré, revelou-se muito boa. Só neste trajectozinho ganhei outra confiança e aprendi muito. Foi-me dada toda uma série de indicações muito uteis quer sobre a bicicleta, quer sobre a sua utilização, quer sobre a circulação e a forma de optar por trajectos. Recomendo vivamente a quem esteja a pensar optar pela bicicleta como meio de locomoção. Muito obrigada e parabéns pela iniciativa.”

Isabel Silva

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Massa Crítica e a primeira vez

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Na Massa Crítica (MC) de Outubro 2011, sucedeu algo que é um bom exemplo do que pensa quem está de fora, mas até gostava de estar dentro, i.e., não anda de bicicleta em Lisboa, mas gostava.

Massa Crítica no Marquês de Pombal
Massa Crítica no Marquês de Pombal

Um casal meu amigo resolveu aparecer na MC desse mês. Foi a primeira vez. Nenhum deles tinha experiência a andar de bicicleta na cidade, mas ela estava muito mais motivada para o fazer (até porque ele trabalha fora de lx). Enquanto conversávamos, antes do início da MC, eles diziam-me coisas como: “se calhar, não vamos conseguir fazer isto tudo”, “eu até gostava de andar de bicicleta no dia-a-dia, mas… tenho medo!”.

Antes de chegarmos ao Saldanha, ela já me dizia: “afinal isto não sobe!”, referindo-se à pouca inclinação que a Fontes Pereira de Melo tem, mas que parece ser mais difícil. E assim continuámos. Eles continuavam a sorrir, maravilhados com a animação e boa disposição gerais. E também com o espanto por estarem a circular de bicicleta em Lisboa, sem qualquer dificuldade.

Na António Augusto de Aguiar, mais um mito ficou desfeito, pois também essa se fez com enorme facilidade. Na paragem na Alexandre Herculano, despediram-se da MC porque tinham de ir buscar o filhote, agora ainda muito pequeno para andar nas cadeirinhas. Lá para primavera, quando os pais já tiverem mais prática e ele um pouco mais de tamanho, será passageiro assíduo. De assinalar que eles moram em Campolide, uma zona que é encarada por muitos como totalmente inacessível de bicicleta. Mas eles lá foram…

E assim, a MC fez com que mais dois (ou, pelo menos, ela) pessoas se tornem utilizadores urbanos de bicicleta, a que o programa Bike-Buddy irá em breve dar assistência, para completar a formação informal que foram tendo durante o percurso dessa sexta-feira.